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Bolsas de gordura, pálpebras caídas, borda palpebral virada para dentro... É possível se livrar de todos estes incômodos estéticos.
Ninguém duvida que os olhos sejam o espelho da alma e que eles ajudam a conferir mais beleza e harmonia à face. No entanto, com o passar o tempo, ou mesmo em decorrência de algum acidente ou trauma, alguns problemas podem roubar seu aspecto de vitalidade. Segundo o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada, para fazer a correção estética na região dos olhos, além da blefaroplastia, existem também as cirurgias denominadas periorbitárias. Elas tratam determinadas patologias ou traumatismos em homens e mulheres de qualquer idade e revitalizam a região dos olhos, explica.
Homens e mulheres têm procurado cada vez mais a blefaroplastia, cirurgia que corrige os excessos de pele da pálpebra superior e da pálpebra inferior, retirando também as bolsas de gordura, que podem aparecer precocemente, por pré-disposição genética ou pelo passar dos anos, com a perda natural de elasticidade da pele. O maior objetivo da blefaroplastia é eliminar o excesso de pele e gordura ao redor dos olhos, fruto, em alguns casos, de doenças oculares.
O excesso de gordura nos olhos já pode começar a aparecer a partir dos 30 anos. O grau de intensidade do excesso de gordura ou de pele vai depender, sobretudo, da qualidade do tecido de cada pessoa e de fatores genéticos e características familiares.
A blefaroplastia, segundo Penteado, é uma cirurgia simples, mas delicada. Dura, em média, 90 minutos. Pela extensão da cirurgia e boa qualidade dos anestésicos, a maioria dos casos é operada sob anestesia local. Raramente é feita sob anestesia geral. Para realizá-la adequadamente, o cirurgião mede a quantidade de pele ou gordura a ser retirada e depois realiza a incisão. Deve-se tomar muito cuidado, pois a retirada excessiva de pele ou gordura pode dar um aspecto sem mobilidade ao olho, transformando o olhar do paciente e prejudicando a ação de piscar, gerando o ressecamento ocular, alerta o médico.
O resultado pleno da cirurgia é obtido entre três e seis meses após a cirurgia, quando há a acomodação dos tecidos e a cicatrização completa. A exposição solar poderá ser liberada após um ou dois meses, observando alguns cuidados, como o uso de óculos escuros e de protetores solares, afirma Ruben Penteado.
Quando a pálpebra superior se encontra caída, encobrindo o olho mais do que seria o normal, o desconforto estético é evidente. Dentre as causas mais freqüentes para o aparecimento da ptose palpebral, destacam-se as de origem congênita, a ocorrência de doenças como, por exemplo, um AVC ou uma miastenia grave e traumatismos diversos, diz o cirurgião plástico.
Pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade podem apresentar o problema - existem graus severos de ptose e outros moderados - e a cirurgia plástica está indicada principalmente para os casos de traumatismo. O procedimento consiste em corrigir a deficiência do músculo elevador da pálpebra. O tratamento se faz a partir da mesma incisão usada em uma blefaroplastia convencional. Em síntese, para cada quatro milímetros de encurtamento do músculo elevador da pálpebra se obtém um milímetro de elevação da borda ciliar, explica o médico.
Quando a borda palpebral está virada para o globo ocular, ou seja, a linha ciliar invade os olhos, entrópio, ela pode provocar lesões, como arranhaduras, no globo ocular. O oposto do problema se denomina ectrópio, isto é, quando a linha ciliar se apresenta virada para fora mais do que o normal. Para corrigir estes problemas é preciso fazer uma cirurgia denominada cantoplastia. Ambas as deformidades palpebrais - entrópio e ectrópio - podem ser resultado do envelhecimento, de inflamações palpebrais ou de traumatismo palpebrais prévios, explica o diretor do Centro de Medicina Integrada.
A cirurgia de reposicionamento palpebral é necessária para garantir a saúde dos olhos e evitar que surjam outros problemas, como, por exemplo, uma lubrificação deficiente dos olhos, diz Ruben Penteado. Os procedimentos podem ser realizados com anestesia local e sedação. |